Bruno de Seda

by Bruno de Seda

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1.
2.
Além Mar 04:51
Está mau tempo no canal O que me leva a prever Que este vasto continente Por mais tempo me vai ter Para me reter com promessas e encantos terrenos Com convites e fragrâncias Com rumores e com distâncias Mas tenho a garganta seca Parece carregada de sal E acendo um cigarro  Mais para acalmar a ânsia do que por prazer  Para evocar, para reter A cor do vinho furtado, de outro lugar, de outra ramada.  O teu olhar prende-se além, além mar É que tu me desterras sem dó nem piedade Mas estás perdido num labirinto de prazer Isso são lérias atiradas, que o mar tenta em verdade transformar Essa morena perdia na praia Fiquei só E há quem diga que me encantou Porém a memória do que por lá se passou Desvanece como priolo a esvoaçar E o seu corpo na rebentação  Há quem diga, quem o contornou  Que o seu toque bem fundo marcou Mas o mar o prende, o mar o quer guardar O teu olhar prende-se além, além mar É que tu me desterras sem dó nem piedade Mas estás perdido num labirinto de prazer Isso são lérias atiradas que o mar tenta em verdade transformar Sim, eu aguardo Vais-me ligar não é? Não, não me envies mais promessas a cobrar no destino.
3.
O betão estala nesta doca que está seca Deixaste-me no trópico da ansiedade e fiquei contra minha vontade Neste tear de Penélope A construir e a desmanchar A querer fugir mas a ficar Vai, vai para onde quiseres Podes até ir a um safari lunar  Eu reunirei forças para deixar esta praia Mas vejo a luz no farol Vens à terra em agitadas ondas nocturnas És tempestade a ancorar No alpendre escuto pingos e passadas É sinal de que estás a chegar Podemos até ficar sossegados A conversar Mas esse gesto acaba com o paleio Sinto o teu robe a destapar Nos meus lençóis cravas a tua presença E não passa um bote para me resgatar O teu quebranto é o que me prende a esta casa Espero por ti neste lugar Pelos teus encantos salgados Pelos teus toques danados.
4.
Greco 05:23
Deixaste para trás Estes seixos, este rio Cruzaste o mar Egeu Viste as jóias do Nilo Mas eu por cá fiquei Entre fumos e feitiços Entre velados artifícios Cantares de Dionísio À sexta feira à tarde Refinaste o sotaque Envolveste a voz em caxemira Importaste a postura Trouxeste ao peito uma safira Mas o bazar que conheço Vende tabaco e melancia Por entre sopros de ousadia De intriga e picardia Sob casca de carvalho.
5.
Perigosa 04:19
Senhor comandante Ela é perigosa  Perigosa, perigosa Anda com este Anda com aquele Ela é perigosa, perigosa Se eu fosse um homem rico Comia trinta paios Usava um robe rasgado no cu Oh dona Mena, não faça isso Ao menos sirva pão com chouriço Senhor comandante Ela é perigosa  Perigosa, perigosa Senhor comandante Ela é perigosa  Perigosa, perigosa Sansão homem de tranças Dalila mulher de traição  David seu comandante Urias Betsabé seu esposo comandante Jah veio um dia a Ló Gungunhana foi levado para Angra Descendia da tribo de Shakazulo, Shakazulo Mas eu cá sou de S. Romão, S. Romão E não tenho dread locks Mas forever natty dread we are Senhor comandante Ela é perigosa  Perigosa, perigosa Senhor comandante Ela é perigosa  Perigosa, perigosa Senhor comandante Ela é perigosa  Perigosa, perigosa.
6.
Cai suave em rosto de mel A monção ensopou segredos Já não os podes guardar  Mas na areia branda  Com o rugir do mar Se parda era agora vive Luzidia em noite estrelar Le sable fouillé Ça va, c'est moi Les chants sereins Les enfants de Neptune Le sable fouillé La pluie qui tombe Une touche de miel Le soleil que se léve Les bêtes nocturnes S’emmêlant en danses De collision et de passion Se jétent dans l’abysse Amère, l’air de la mer  Se dépose sur tes lèvres Scénario avec ton role Que tu jetes dans un coin Le sable fouillé Ça va, c'est Moi Les chants sereins Les enfants de Neptune Le sable fouillé La pluie qui tombe Une touche de miel Le soleil que se léve Levas pela mão Os sapatos rasgados Entregas à areia A forma dos teus passos Pousa em teu rosto Maresia de fel  Jaz amolgado O guião do teu papel.
7.
8.
9.
Por entre a vasta multidão Fina face estás a fitar Se te devolve olhares de fera enraivecida Para outro lado vais procurar Tiras do bolso incandescente Uma máquina a trabalhar Ela até te localiza Uma alma pronta a amar És ás nesse tango corrido Mas tão fácil de agilizar Sem suar, sem ter um pé em risco Valerá a pena dançar Ça va Coco Ton toucher très distant Ça va, je suis là Est à distance d’un abysse Mais je veux t’avoir Ça va Coco Ton toucher très distant Je suis fou, je suis fou Tant de ponts, tous inachevés Não precisas de te perfumar Ou passar a loção Se não tens palavras que te abram o caminho Enfias num pixel toda a emoção É só carregar em enviar E aguardar a recepção Se a resposta está a demorar Deixa de ter a tua atenção Tens mais anzóis de molho Tens mais cartas na mão Tu até informatizaste Algumas manhas de Dom João Ça va Coco Ton toucher très distant Ça va, je suis là Est à distance d’un abysse Mais je veux t’avoir Ça va Coco Ton toucher très distant Je suis fou, je suis fou Tant de ponts, tous inachevés Dans ta poche mon message

credits

released May 10, 2019

Produzido por José Cordeiro, Vítor Hugo Barros e Bruno de Seda.
Gravado e misturado por José Cordeiro e Vítor Hugo Barros durante 2018 na BACO Fonografias.
Masterizado por Miguel Pinheiro Marques na Arda Recording Co.
Capa por Bernardo Sousa Santos

Bruno de Seda – Voz, Guitarra, Sintetizadores, Fender Rhodes, Piano
José Cordeiro – Baixo
José Santos – Bateria, Percussão
Ana Catarina Fernandes; Rita Curopos Cunha - Coro
Vítor Hugo Barros – Guitarra

Todas as músicas compostas por Bruno de Seda excepto “Perigosa” composta por Janelo Da Costa.
Quadras recitadas em "Greco" extraídas do poema “Migration Planétaire" de Jean-Paul Inisan.

Agradecimentos: Mariana Santos, Joana Soares, Nuno Marques, Renato Cruz Santos, David Bruno, Gustavo Cruz, à minha Família e Amigos.

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Bruno de Seda Porto, Portugal

Bruno de Seda é um obreiro da canção, um iniciado nos cantos de Vénus, um inquisidor da sentimentalidade e um inquilino permanente no corpo de Bruno Martins.

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